
é, segundas-feiras podem ser muito interessantes....

não me reconheceria se não fizesse alguma coisa. estava engasgada. de alguma forma eu tinha que desabafar. foi por email, mas eu queria falar na cara. olho no olho. vomitar em cima tudo aquilo que tá me fazendo um mal do cacete. mas a outra parte se escondeu. covardia e fraqueza. não soube ser homem e com moleque é melhor não perder ( mais ) tempo. rasguei as fotos e joguei algumas coisas literalmente no lixo. deletei os emails, limei do orkut, apaguei da memória do celular. tá, isso não surte um grande efeito já que o que tem que ser realmente descartado é a bosta do que eu ( ainda ) sinto. viro mocinha tosca de novela mexicana nessas horas. choro, me descabelo, adoeço, deprimo. mas uma hora cicatriza. eu só tenho que aprender a não mexer na ferida. deixar ali, como uma marca a mais. virar definitivamente a página de uma história que não é pra mim. eu vou conseguir. porque sou infinitamente maior ( e melhor) do que tudo isso.
pra algumas poucas pessoas eu simplesmente me dou. saca afinidade ampla, geral e irrestrita? foi assim com ela. amigas de infância que se perderam pelos caminhos da vida, como ela mesma costuma dizer. amizade, carinho e respeito sentidos de coração aberto. coisas que não se explicam. basta sentir e agradecer. e hoje o dia é dela, da rainha das pérolas. da minha sister. daquela com quem provavelmente já devo ter cruzado pelo leme, esbarrado pelas noites cariocas, pelas aulas de meditação transcendental lá no leblon ou talvez até dividido uma mesa no antigo alface´s lá no jardim botânico. mas ali, na nossa adolescência ou no início da nossa vida adulta, não era a nossa hora. a hora do nosso encontro tinha que ser agora para que, mais maduras e mais conscientes daquilo que somos e do que queremos, a gente se percebesse tão igual.

eu de A a Z...